Querem entregar a JMPLA à UNITA: Militantes dizem não à ideia de Jessica Romero como Segunda Secretária Nacional


A situação da Juventude do MPLA (JMPLA) em Luanda tem gerado preocupações entre os militantes, que questionam a capacidade dos atuais líderes em enfrentar o rival, a JURA, braço juvenil da UNITA, o maior partido da oposição. Em meio a essa turbulência, a possibilidade de Jessica Romero, atual primeira secretária da JMPLA em Luanda, ser promovida a segunda secretária nacional tem sido vista como uma decisão desastrosa por muitos.

O Fracasso da Liderança


Após o insucesso da liderança de Crispiniano dos Santos, muitos esperavam que a nova gestão sob Justino Capapinha, recém-nomeado Primeiro Secretário do MPLA, trouxesse mudanças significativas. No entanto, desde o início, Capapinha parece estar trilhando um caminho problemático, agravando ainda mais a situação da JMPLA. 


“Estamos indo de mal a pior. Se os líderes não possuem a habilidade de mobilização e aceitação entre os militantes, como poderão competir com a JURA?”, questiona um militante, que preferiu não se identificar. 


A Proposta de Jessica Romero


A ideia de promover Jessica Romero para uma posição de destaque na hierarquia nacional do partido tem gerado controvérsias. Para muitos, essa movimentação é um sinal de que a JMPLA está se distanciando de sua essência, que deveria ser um viveiro de novas lideranças para o MPLA. “Colocar alguém sem peso na liderança é um erro. Precisamos de representatividade e de líderes que entendam as necessidades da base”, afirma um membro da juventude do partido.


A preocupação é clara: sem uma liderança forte e reconhecida, a JMPLA corre o risco de perder o apoio dos jovens, o que pode resultar em uma maior adesão à UNITA e ao seu braço juvenil.


Um Chamado à Mudança


Os militantes são unânimes em sua crítica: é hora de repensar a estratégia da JMPLA. “Se não mudarmos o paradigma da nossa organização, a nossa J acabou. A juventude está se afastando, e precisamos agir rapidamente para reverter essa tendência”, alerta um dos participantes da discussão. 


A proposta é que, além de uma liderança mais forte, a JMPLA busque integrar figuras que possam realmente representar as massas. “É preciso ter alguém que entenda e dialogue com as camadas mais baixas da sociedade, que são a maioria entre os nossos militantes”, complementa.


Em suma, a JMPLA enfrenta um momento crítico, e as decisões que serão tomadas nas próximas semanas podem definir o futuro do partido entre os jovens. Se a liderança não conseguir se adaptar e se fortalecer, a juventude poderá optar por novas alternativas, comprometendo a base do MPLA em Luanda e além.

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