Manuel Homem perseguido por estar alinhado com o Presidente da República
Em momentos cruciais da vida pública de um país, poucos gestos têm o peso moral e político de líderes que, de forma corajosa, decidem enfrentar práticas corruptas entranhadas em instituições essenciais. O ministro do Interior, Manuel da Conceição Homem, é hoje esse exemplo em Angola: um civil à frente de um órgão de defesa que está pagando o preço de contrariar interesses instalados e criminosos dentro da corporação. Desde que assumiu a pasta, Homem adotou uma postura clara e objetiva: acabar com esquemas que transformavam serviços públicos em mercadorias. A repressão à venda de nacionalidades, a fiscalização rigorosa sobre passaportes e cartas de condução e o combate a redes que lucravam com a fragilidade do sistema mostram um compromisso com a legalidade que transcende partidarismos e disputas internas. Essas medidas não só restauram a confiança no Estado como protegem direitos básicos dos cidadãos. Não é surpresa, portanto, que setores beneficiados por essas práticas ilegais r...